O SEU EU TE AMO, É DE PLÁSTICO?

 

Olha, se tem uma coisa que aprisiona mais do que um “EU TE AMO”, dito na hora certa e de maneira venal, eu, ainda nunca tive contato… Esse tal do “eu te amo”, é tão viciante, tão aprisionador, que termina sendo uma algema, tanto para quem o diz, como para quem o ouve… São poucas as frases ditas e ouvidas, que pareçam aprisionar tanto, quanto “eu te amo”.  É engraçado, como só de ouvir essas palavras, só de pensar que amamos alguém, ou que alguém nos ama, já aprisionamos, ou somos aprisionados. É como se o amor fosse tudo, mas, não é… Pelo menos, deveria ser!

O problema, é que a gente trata o amor, como se ele fosse justificativa para tudo… E falo isso, não no sentido de usar o amor como razão para alguém levar um carro de som para a porta da casa do outro, tocando alguma balada da Jesuton, ou para chamar um homem barbado e peludo, de 30 anos de idade, de “bebê”, mas, sim, no sentido de achar que por alguém nos amar, devemos aceitar tudo que ele faça, ou deixe de fazer… Aí acontece o seguinte: a pessoa que você ama não tira um tempo para te acompanhar nos eventos que são importantes para você, não te inclui nos programas dele, acha que toda reclamação sua é um drama, marca algo e não aparece, não atende e depois não retorna, não cuida de você nem da relação, mas diz que te ama, e, então, você tolera tudo!

Ele não te ama, mas diz que ama, então, tudo bem! Ele diz que você é importante para ele, mas não faz a menor questão de te ter ao lado, pelo menos, não na vertical! Sabe, aquele momento que acontece em um bom abraço, em uma boa conversa, você só interessa na horizontal, em uma cama, de preferência com as luzes apagadas e sem demorar muito, sabe como é, né?

Ele é muito ocupado! É o que você tenta se convencer… Então tá, você jura que é verdade e eu finjo que acredito… Mas, a real mesmo, é que muita gente faz do amor a sua última esperança de uma vida feliz, então, aprendem a pagar qualquer preço pela ideia de que alguém no mundo as ama, de que alguém no mundo as pertence, de que elas pertencem a alguém…

O problema disso tudo, é o preço que se paga por esse evento… E o preço pago, na maioria das vezes é tão alto, que essas pessoas vão aceitando “cheque sem fundo” como “amor da minha vida” e só percebem a furada na hora do “saque”, na hora que precisam de alguém e descobrem que não as tem. E aí começa a tragédia!

É nesse momento, que essas pessoas fazem com que as outras, aquelas que elas julgam que tem a obrigação de amá-las, paguem aquilo que não merecem, pois quando percebem que o outro não as ama da forma que elas acham que deveriam, ao invés de o trata o outro ainda melhor, acham, mesmo que inconscientemente, que ele vai ter que provar. Se ele ama mesmo ele vai ter que conhecer o meu pior e continuar amando, ele vai ter que aceitar tudo, se me ama de verdade! Tolice! Pura bobagem! Essas pessoas transformam o amor que tinham pelo outro em puro ódio e ainda deixamos quem os amava como se a culpa não fosse delas. Será que você sabe amar de verdade?

Será que você sabe ser amada?

Sentir amor te isenta de agir com amor, se é que isso é possível?

No amor, no sentimento, no relacionamento, no coração, qual a sua ação para ter e manter um amor?

Tudo bem, eu sei que falar de amor e flores é brega, mas não temo ser brega, temo ser alguém infeliz… Se o amor fosse uma flor qual delas você iria preferir ter e ser: um buquê lindo, que a todos encanta, comprado na melhor floricultura da cidade, mas que em alguns dias, ou horas, morreria, ou uma flor de plástico, artificial, mas que duraria por todo o sempre, amém, ou uma semente que demoraria para florescer, que viveria o tempo que tivesse que viver, mas seria real, natural e única? Você escolhe, você colhe!

Na vida, cada um decide com o que a própria vida será gasta, o que desgasta, mas para todos a vida ensina, não basta, amar não basta!

Então, não se encante com qualquer  “eu te amo”!

O amor faz feliz, quando o outro, puder te dizer, sem receio, “eu te mereço”.

Simples assim!

 

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