SEJA SINCERO COM SEUS ÍCONES!

Toma lá, dá cá é uma força da natureza. A gente doa: tempo, dinheiro, amor, sonhos, humores, expectativas e  espera, sim, o retorno…

Mesmo na bondade, há essa espera. Faz-se o bem esperando que aquele que o recebe, se torne alguém melhor… É o famoso toma lá, dá cá! Mesmo que o esperado, não seja para benefício próprio, sim, existe a espera… Esperamos, sim, pelo feedback.
Por isso os pedidos por retorno me endoidecem. O toma lá, dá cá pode ser bacana, mas perde o charme e se torna irritante, quando se transforma em exigência… Antes, esse escancaramento era apenas profissional, para quando fosse necessário lutar para conquistar o resultado almejado. Enfim, a boa e velha barganha… Ou seria diplomacia? Não sei, porque, neste aspecto, as coisas se confundem
Hoje em dia, não há a espera pelo retorno de uma doação. Há, sim, a exigência disfarçada, como quando alguém diz que colocou seu nome em um artigo publicado em um blog qualquer, então você “tem” de retribuir ,incluindo o link em tudo quanto é rede social da qual faça parte, clicando em “curtir”, endossando algo que você só conhece porque colocaram seu nome lá. Não foi sua a escolha de apreciar esse espaço… Não foi o seu desejo a parar nas prateleiras virtuais.
Quando se tem um interesse em comum, até existe uma conexão, uma necessidade de troca… Mas, quando usam o que você já construiu para se construir, quando o “dá cá” é inexistente, bom, não seria um opcional? Aliás, endossar algo tem de ser completamente opcional, seja lá por qual for o motivo…
Com a disseminação dos ícones, veio, também, a sensação de que, se você é incluso em algo, deve clicar e participar, senão se transformará num belo de um ingrato.
Sabe qual é a delícia do toma lá, dá cá? A surpresa… Sabe, quando você faz um pequeno gesto e a pessoa lhe devolve um grande sorriso? Quando você dedica a sua vida a uma realização, e alguém se sente tocado pela sua idéia e o ajuda a realizá-la? Quando a história da sua vida vale um editorial escrito com respeito, com verdadeira admiração pelo que você construiu e quem se tornou? Quando você beija a bochecha rosada de um bebê e ele gargalha baixinho? Quando você ajuda alguém que realmente precisa, e ele volta, muito tempo depois, apenas para dizer “estou bem”? Pois é, é disso que estou falando, mas tem muita gente que faz questão de não lembrar disso e, pior, de não praticar, tudo vira lugar comum…
Não clico em ícones porque sim… Não curto o que não me toca. Não devolvo o que jamais recebi. Há alguns anos, dizia a mesma coisa, mas usava aquele termo, “ Jogar confetes” … Não jogo confetes por jogar. Quando o faço, é porque a outra pessoa merece a festa, a celebração…
Eu te dou o direito de escolha… Será que você, por favor, pode me dá? Se não consegui, pelos menos, tente ser mais sincera(o) ao me adicionar, clicar, cutucar e etc, etc, etc… Pode ser?

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