VOCÊ ACREDITA EM PÍLULA DA FELICIDADE? EU NAO!!!

” Você não precisa esperar por qualquer coisa ou alguém! Não precisa de nenhuma razão especial para se sentir bem – pode decidir se sentir bem agora, simplesmente porque está vivo, simplesmente porque quer.
(Anthony Robbins do livro “Desperte o gigante interior”

O que torna alguém feliz?

É possível ser feliz 24hs por dia?

Ser feliz é o mesmo que ser alegre?

A felicidade exclui experiências negativas?

Alguns psicólogos esforçam-se por tentar responder a essas e a muitas outras perguntas, e eu tenho pensado muito nisso ultimamente, mas, afinal, pode-se ser mesmo feliz? Pode-se encontrar uma prática, uma receita, aonde a Felicidade seja consistentemente existente sem isso parecer uma utopia? Quase nada se sabe sobre esse sentimento tão volátil ao qual chamamos de felicidade , durante muito tempo era muito mais fácil encontrarmos, em abundância, páginas e páginas de estudos sobre a infelicidade, a dor, a tristeza e todo tipo de experiência que consideramos ser responsável pela infelicidade. Não era assim? Mas e a Felicidade????

Embora esse cenário esteja mudando, ainda existe em nossa cultura uma busca desenfreada para entender a infelicidade: Se o tópico de interesse é trabalho, encontramos substanciosos volumes sobre o desemprego, os problemas advindos da aposentadoria, a (im)possibilidade do primeiro emprego e por aí vai, gasta-se muito para criar literaturas que expliquem, que estudem a infelicidade. Se o assunto é saúde, nos deparamos com extensas obras sobre a doença, o sofrimento físico e o mental, e por aí vai. Se  falamos do amor …  Ah! O amor! Bom, daí, então ,nos debruçamos sobre a infidelidade, o ciúme, a dependência afetiva; e no sexo, a impotência, a frigidez, a falta de respeito, as Facilidades (?) atuais…

Por outro lado, essa cultura da infelicidade, torna-se bastante rentável à medida que a cada ano são lançadas dúzias de livros que prometem fórmulas mágicas para a felicidade no trabalho, no amor, no sexo, nas finanças, etc. Da mesma forma, reportagens em revistas, jornais, programas de rádio e televisão prometem o caminho da felicidade com receitinhas fáceis e “caseiras”… Isso sem falar na televisão, no cinema, que oferecem romanticamente todos os elementos para que o nosso imaginário decole em fantasias do “felizes para sempre”, mesmo sabendo, todos nós, desde crianças, que o “para sempre” quase sempre não para e o bem nem sempre vence o mal, não é assim?

Em paralelo a tudo isso, a Ciência oficial, aquela dos laboratórios e dos tubos de ensaio, ensaia para cada nova temporada o lançamento de um medicamento milagroso que poderá acabar com o nosso sofrimento, a nossa depressão, a nossa impotência, o nosso mau humor… Ou seja, com a promessa nada sutil, de nos tornar mais felizes! Como se isso fosse possível, se entendermos, que desde que saímos do útero materno, desde o primeiro momento, tudo nessa vida nos ensina a não sermos felizes: Nascemos chorando, depois vem aqueles “não faça isso!”, “se fizer coisa errada vai pro inferno!”, “criança bem educada não fala isso!”, “Cala a boca!”, “Mamãe e papai não mentem!”, “Mexer no sexo é proibido!”, mas como assim???? Francamente, como uma pessoa pode considerar a hipótese de ser feliz ,se passa os primeiros mais gostosos sete anos de sua vida, apenas aprendendo a negar o que é divertido e a ouvir não?????

Você já desejou poder resolver os problemas da sua vida num passe de mágica? Eu também, mas até agora não me perguntem porque não saberia dar a fórmula!

Provavelmente todos nós, uma vez ou outra, já desejou escapar da dor e da tristeza sem sofrimento, num golpe certeiro de um gole d’água seguido de uma “pílula dourada” que pudesse trazer alívio imediato.

Infelizmente, ou felizmente, a felicidade não pode ser comprada na farmácia ou na livraria, ela não está  à venda na concessionária de carros ou naquele MBA que se anuncia. Sorte ou azar nosso, não há um consórcio para a felicidade cuja prestação seja o “passo a passo” daquele programa vespertino ou a conquista daquela pessoa em especial.

Se o que a Psicologia investigou até hoje da experiência da felicidade é uma verdade, então, a felicidade, é uma condição pessoal e intransferível, não pode ser passada adiante numa fórmula eficaz e infalível, que possa ser generalizada para todo mundo. Se há uma verdade sobre a felicidade, é que ela é fruto da busca individual de cada um pela realização do seu próprio desejo, e ponto!

 

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